aguarela

O que tenho feito?

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Desenhos e mais desenhos

 

Olá, devem estar a pensar o que tenho feito pois este blogue anda um bocadinho às moscas mas garanto que não é por mal.

A ver se fazemos mais publicações e entramos novamente nas rotinas antigas.

Mas o que realmente tenho feito?

Pois para ser sincera tenho feito muitos desenhos. Entre retratos, aguarelas e lápis de cor, o que é certo é que tenho desenhado mesmo muito.

Fiz este:

 

 

retrato a carvão

 

 

“Sempre chorou em silêncio enquanto eu imaginava o cenário dramático em que ele vivia.
E eu que até gosto de gente que se sabe comover mas que fico um bocado arrepiada quando se trata de crianças,
olhava de soslaio porque até tinha medo do mamarracho infeliz de olhos postos em mim.
Invadiu os lares portugueses nas décadas de 80 e também estava lá em casa,
o menino da lágrima pendurado na sala e mais tarde no quarto, à vista de todos os que lá passavam e era a cores com uma moldura dourada.
As histórias sobre este quadro e o seu verdadeiro pintor estão envoltas em mistério,
e até dizem que quem possuía tamanha relíquia nas paredes seria amaldiçoado (?) …
mas pensando bem,
com naperons em cima da televisão, colchas de cetim bastante abrilhantadas, flores de plástico a enfeitar jarras,
bibelots por tudo o que havia espaço e alguns do tamanho de um alfinete, almofadas de veludo e até cães de louça,
não admira que os olhos do menino chorassem ribeiras de desgosto.”

 

Este, que foi o último retrato realista de 2017:

 

retrato a carvão

 

Quando folhas em branco são preenchidas a preto. Nasce depois um retrato!

 

retrato a carvão

 

Aguarelas

E claro, as aguarelas.

E eu ando a fazer as pazes com as aguarelas.
Talvez eu só não tivesse paciência para as perceber e arreliava um bocado com aquelas tintas que me borravam as folhas todas!!
Talvez fosse água a mais…
Talvez fosse a gramagem da folha…
E isto no amor tem que haver uma certa dosagem nos ingredientes se não a coisa borra mesmo.
Em 2016 resolvi dar-nos uma segunda oportunidade,
e este intervalo de quase 20 anos fez-nos bem porque aos poucos percebi que não preciso ter medo delas,
só preciso equilibrar os meus pincéis com o interior do meu coração.
E este amor veio forte e intenso
e com uma dimensão enorme.
E pus-me cá a pensar que isto prova que afinal as pessoas mudam
e as tintas também.

aguarelas

aguarelas

 

O próximo post será sobre o meu bullet journal,

que iniciei este ano e vou mostrar aqui um bocadinho como ele está a ficar. É a primeira vez que me sinto mesmo inspirada no bullet journal e estou a adorar a experiência.

Beijos,

Carla.

 

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4 Responses

  1. Nat

    🙂 E que giras estão as tuas aguarelas!
    Ainda bem que fizeste as pazes com elas!
    Volta!

    Beijinhos!

  2. catarina

    Olá minha querida!
    Que bom ver-te por aqui de novo.
    Eu também tenho andado mais ausente, mas estou cheia de vontade de regressar com mais assiduidade.
    Embora seja uma apaixonada pelo instagram, na minha opinião nada se compara ao blog.
    Tenho de te dar os parabéns pelo que tens feito, tens mesmo imenso jeito para desenho! Aliás tu e a tua criatividade fazem uma dupla fantástica!
    Beijinho enorme e bom fim de semana.

  3. Carla Santos

    Olá Nat.
    Sim vou voltar, ser mais assídua aqui no blog foi uma exigência que fiz a mim mesma.
    Beijinhos grandes.

  4. Carla Santos

    Catarina
    Sim é verdade, o instagram rouba-me o tempo que quero dedicar a redes sociais, tentei diminuir esse tempo e como é a minha rede social preferida é a ela que dedico mais tempo. Mas agora estou de volta ao blog :))
    Beijinhos grandes e muito obrigada.

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